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Se cada obra de arte é única, porquê estudar materialmente conjuntos de obras?

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Referência António João Cruz, “Se cada obra de arte é única, porquê estudar materialmente conjuntos de obras?”, Boletim da Associação para o Desenvolvimento da Conservação e Restauro, 10-11, 2001, pp. 28-31
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Resumo Estritamente no campo da conservação e restauro, os problemas que envolvem o estudo material das obras de arte são normalmente abordados através da análise de uma só obra. Já quando a colaboração do laboratório é dirigida no sentido da história da arte, não obstante a individualidade de cada uma das obras, a maior parte das situações, que estão quase sempre relacionadas com problemas de autoria e datação, só são resolúveis através do estudo de conjuntos. Este é também o contexto em que são abordadas algumas questões colocadas pelo estudo mais vasto dos bens culturais, como é evidenciado pela arqueometria. Só os conjuntos permitem construir a escala que serve de medida ou referência as propriedades, químicas ou outras, que são determinadas para cada uma das obras, propriedades estas em que se fundamenta a colaboração do laboratório.
Abstract Strictly in thefield of conservation, the material studies of the works of art are usually realised with only one work. However, when the laboratory searches for an answer to the questions raised by an art historian, questions frequently related with authorship and chronological issues, the research must be made in the ensemble's context, in spite of the individuality of the works that constitute such collection. Also, many material problems raised by cultural properties in general, not only the works of art, are treated in that way - which is visible in the archaeometry domain. Only the ensembles provide the scale in which the material properties, chemical or not, of the works of art can be measured and interpreted, properties in which settles the laboratory collaboration.
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